O antigo Presidente da República de Moçambique, Joaquim Chissano, pronunciou-se sobre a crise de xenofobia que continua a afetar cidadãos moçambicanos na África do Sul, defendendo que a solução mais eficaz passa pelo fortalecimento da economia nacional e pela criação de mais oportunidades de emprego.
Durante a sua intervenção, Chissano afirmou que o combate aos efeitos da xenofobia não depende apenas de medidas imediatas de proteção aos cidadãos, mas também de estratégias de longo prazo que permitam aos jovens encontrar trabalho e construir um futuro dentro de Moçambique.
Segundo o antigo Chefe de Estado, investir na geração de empregos e no desenvolvimento económico poderá reduzir a necessidade de muitos moçambicanos procurarem oportunidades fora do país, diminuindo, assim, a exposição a situações de discriminação e violência.
As declarações surgem numa altura em que dezenas de famílias continuam a regressar da África do Sul, após alegados episódios de xenofobia que obrigaram muitos cidadãos a abandonar casas, empregos e bens conquistados ao longo de vários anos.
Nas redes sociais, as palavras de Joaquim Chissano geraram diversas reações. Enquanto muitos internautas concordam que o desenvolvimento económico é essencial para travar a migração forçada, outros defendem que também é necessário reforçar a proteção dos moçambicanos que vivem e trabalham no estrangeiro.
O pronunciamento do antigo Presidente reacende o debate sobre os desafios económicos do país e as medidas necessárias para garantir mais oportunidades à juventude moçambicana.

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